DrogaFilho largado à distância diz-me onde foi que eu errei! No amor que te não deiou na cega tolerância com que por vezes te amei?Nas noites que te deixei entregue à tua inocência não sabia que ficavas sem saber o que fazer dessa tua independência Não sabia que ficavas perdido num labirinto de ideias em movimento néons, viagens, erva doce e absinto Não sabia que ficavas solitário e desfeito voando talvez pró tempo em que eu a teu contento te aleitava contra o peito Julgando-te homem já feito eu nada te perguntava e de ti nada sabia...Que querias não ter crescido e se pudesses voltava sao colo que te embalava Que querias não ter nascido e se pudesses cortavas pela raiz o teu destino Que ao mesmo tempo ansiava sem amarga ambiguida de ser homem e ser menino...E enquanto eu te abandonava e de ti nada sabia tudo em ti acontecia! Perdoa-me, filho querido em tempo não ter sabido implorar-te que falasses Agarrar-te e impedido que à droga te agarrasses como um náufrago perdido...Perdoa, filho meu, não ter sabido!
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